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PAULA RUIVO

. A APRESENTAÇÃO DO LIVRO A ERVILHA QUE QUERIA IR DE FERIAS FOI UM SUCESSO AUTORA PAULA RUIVO

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O QUE NOS RODEIA:


O QUE NOS RODEIA:


A dignidade de alguém, quer dizer, a atitude que permite desencadear nos que estão à volta respeito ou consideração não é um atributo colado a pele,não se aprende na escola e nem sequer pode ser considerada uma qualidade .Para considerar alguém como especialmente respeitável, é preciso, para lá da atitude do próprio, que o interlocutor disponha da qualidade perceptiva e de reconhecimento que permita essa atribuição e, sobretudo, que essa noção de dignidade seja um conceito arreigado e valorizado. Para além da enorme generosidade que afirma que todos os seres humanos se equivalem em dignidade, é fácil de ver,olhando o mundo em redor, que se trata de uma frase bonita e de um princípio razoavelmente inconsequente.

Desde que o mundo é mundo foram desenvolvidas estratégias de dignificação. Definição de cargos, de actividades, de profissões, de grupos etários.Dignificação acenada por todo um aparato simbólico, por vezes altamente ritualizado, imediatamente acessível, mesmo aos mais incautos, pelas roupagens, pelos procedimentos, pelos aparato utilizado.
Mesmo com todas as críticas que se possam fazer a essa tradição milenar, não há como negar que tinham o mérito de esclarecer e hierarquizar o que socialmente valorizado. Com a democratização de tudo, essa espécie de superprodução foi-se desvanecendo, esbatendo e mesmo desaparecendo, pelo menos na estreita relação entre o que é importante para as sociedades e para os indivíduos.

Chegados aqui, temos uma realidade não tanto democratizada mas muitas vezes abandalhadas e traduzida em realidades mil vezes enunciadas, tribunais a cair aos bocados, médicos a discutir entre si para acederem a um gabinete de consulta, professores e polícias desautorizados de todas as formas, especialistas subaproveitados, cientistas só valorizados no estrangeiro, escritores não promovidos.Temos burocratas com poderes discriminatórios excessivos, gestores do alheio hiperbolizados, políticos profissionais sem ideologia nem ideias, vedetas dos media reificadas .

Temos a dignidade pelas ruas da amargura e o respeito pelos outros, e por nós próprios, à procura de melhores dias.

Tatão

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