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PAULA RUIVO

. A APRESENTAÇÃO DO LIVRO A ERVILHA QUE QUERIA IR DE FERIAS FOI UM SUCESSO AUTORA PAULA RUIVO

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O QUE SE PASSA NOS INFANTÁRIOS E CRECHES?


O QUE SE PASSA NOS INFANTÁRIOS E CRECHES?

Tudo vai acontecendo nos tempos em que se vive.Os anos vão passando e a história repete-se.Por esta altura há o regresso ou o início das aulas e com elas vem à tona o problema mais gravoso e menos comentado do ensino. As creches, infantários este ano, particularmente, com a crise económica e o desemprego, são bastantes as escolinhas privadas que dão conta e de uma diminuição significativa de alunos até aos cinco anos.Muitas famílias têm de fazer cortes em custos fixos para bem das suas crianças pequenas.
Dá-se um jeito mais um tempo para elas ficarem em casa, pede-se a uma senhora da vizinhança ou a um familiar que tome conta ou aproveita-se o facto de um dos pais estar sem emprego.Para alguns outros, o argumento do ano é a gripe, o medo do contágio, que elas possam apanhar nas escolas e sejam mais protegidas com os próprios pais, avós, amas ou outros cuidados tivessem uma imunidade garantida.
Por bons e maus motivos, tudo serve para um exercício, compreensível mas lamentável, que é o de circunscrever crianças em pleno desenvolvimento a estímulos, pessoas e meios limitados. Como se sabe, a oferta pública destas escólinhas é frágil e por vezes má, em função das necessidades das famílias.
É frágil no sentido em que se anuncia agora como se fosse um resultado bom que em 2010 se vai ultrapassar a meta fixada para a rede de ensino publico nesta faixa que foi de 33%. Vai-se chegar aos 35%.Quem anuncia é o ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, o que só por si dá para perceber o âmbito em que este nível de ensino é tratado. Ou seja, mesmo que depois o pessoal esteja afecto ao Ministério da Educação, parece pré-escolar não é bem uma questão de educação, mas de solidariedade social e de arranjar formas de entretenimento para as crianças pequenas cujos os pais têm poucos recursos.

É má, não porque os educadores, as instalações e os cuidados dispensados aos miúdos o sejam, mas porque os tempos de ocupação são muitas vezes incompatíveis com os horários parenteais.
Vivemos onde? Quem acredita que 65% das famílias com crianças com menos de cinco anos pode pagar escolas privadas? Este importantíssimo nível de ensino merece menos atenção do que qualquer outro, ainda por cima num país que consagra 12 anos de escolaridade obrigatória?

O que é preciso fazer para que os poderes percebam o que se passa no nosso país e possam dar mais alternativas às crianças que necessitam de acolhimento nos tempos em que vivemos. Quando será, como será? É muito bom falar mas não saber cumprir o que prometem.

Tatão

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