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PAULA RUIVO

. A APRESENTAÇÃO DO LIVRO A ERVILHA QUE QUERIA IR DE FERIAS FOI UM SUCESSO AUTORA PAULA RUIVO

domingo, 12 de abril de 2009

SÍTIOS QUE NOS SABEM BEM:

SÍTIOS QUE NOS SABEM BEM: Os sítios grandes e pequenos, cidades, países, campos, desertos, mares,rios, selvas ou florestas, são como os HOMENS: de uns gosta-se pela ausência dessas mesmas qualidades. Muitos para além de um marketingfa bulosamente construído que serve um pronto-a-consumir de destinos dito se sonhos, vai-se descobrindo que, afinal, são muitos os que escapam e conseguem descobrir uma qualidade de encanto indizível e inegociável.São muitos os que,mesmo gostando de águas quentes e palmeiras, também gostam de brincar na neve e percorrer lagos gelados com o espanto das crianças. São imensos os que também se deleitam com a aridez e a imponência dos desertos e se assombram com os ruídos irreparáveis de uma floresta ou uma montanha mais escondida. Alguns acumulam ao gosto requintado das cidades-museu o apreço inexplicável das selvas pejadas de insectos, dos pântanos que vão para lado nenhum, dos rios de água barrentas que correm para o mar e acolhem pessoas e vidas que deslumbram apenas porque existem.Há depois a emoção com o quase nada de uma África tão cheirosa que dói e que, por essa via, se entranha no corpo como se pobreza, a ausência absoluta de conforto fossem, ainda assim, uma imagem que se tem de reter e guardar para sempre. Gosta-se porque se nasceu lá,se viveu um acontecimento importante, se perdeu ou encontrou um sentido qualquer que fazia falta e soube bem ,muito bem. Os sítios, para alguns, têm cheiros, cores, imagens, ruídos e até pulsares que se agarram à pele e por lá ficam marcados e abertos ao que há-de vir. Por tudo isso, os sítios, tal como as pessoas não se dividem bonitas e feios. Não se caracterizam pelas vantagens que proporcionam ou pelos inconvenientes que causam.Não se descrevem em meia dúzia de linhas nem se contam como se fossem bocados de uma historieta menor. Vivem-se,para lá de tudo, nas pessoas com quem aprendemos outro olhar e sobreviverem nós pelas impressões que conservamos e nos fazem perceber que se pode gostar da diferença, exactamente por isso. Tatão

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