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PAULA RUIVO

. A APRESENTAÇÃO DO LIVRO A ERVILHA QUE QUERIA IR DE FERIAS FOI UM SUCESSO AUTORA PAULA RUIVO

domingo, 12 de abril de 2009

QUAL É O LUGAR DAS FAMÍLIAS NA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS -‏


O LUGAR DAS FAMÍLIAS NA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS :

A maioria das pessoas, estou em crer, não deu pelas décadas de debates imensos, prolixos, sobre a Escola. O facto é que nos últimos anos têm uma produção espantosa sobre o papel da Escola. O que deve e pode ser, o que é suposto transmitir,como e porquê.Claro que muitas das argumentações são contraditórias; outras são complementares: algumas fazem da Escola o centro do universo, e outras apresentam pespectivas minimalistas,a maioria, como não podia deixar de ser, privelegia aspectos demasiados particulares ou muito específicos. Mas não parece haver nenhuma boa razão para o mundo dos pedadogos não apresentar as mesmas características de pluralidade discursiva que acontece em todas as outras áreas científicas.

Esta realidade, quero dizer, o facto de não haver uma única e boa forma de pensar e fazer todas as coisas, se é uma característica clara e assumida do nosso tempo É uma fonte de angústia permanente para todas as pessoas ( e são muitas ) que se habituaram a pensar que há uma, e apenas uma, forma correcta de pôr as coisas.
A contemporaníssima fórmula do "depende" insecuriza razóes, interiorizam que a rigidez é sinónimo de convicção, certeza, saber, e por aí.
Vêm estes considerandos, a proposito de um comentário público sobre eventuais medidas que preconizam a diminuição ou extinção dos famosos e mal trabalhos de casa pouco depois do anúncio, tão polémico, da co-avaliação dos docentes também pelos pais. Sendo forçada a relação estabelecida, o tal comentário insistia sobre a nacessidade de o ministério esclarecer se queria, ou não, a colaboração das famílias na educação das crianças? É possível iniciar o debate sobre o assunto, esperando que seja frutuoso pelos próximos anos em que a realidade social sofrerá mais umas tantas e significativas transformações. O papel das famílias nos seus muitos diferentes aspectos e as transformações que têm sofrido é mesmo um tema de estudo, permanente e aberto.
Não se percebe como isso pode ser iniciativa ministerial e com que legitimidade ou sentido é que os poderes instituídos vão pronunciar-se sobre aspectos específicos da relação pais/filhos. O estado faz os possiveis e impossíveis para não se imiscuir na esfera do privado que não se percebe que regulamenta aquilo que se convencionou ser e designar por público . E o que é público ( mesmo quando se trata instituições privadas ) é a Escola, não as famílias. Mas não deixa de ser interessante verificar a habilidade com que se tenta resolver um problema arranjando outro.

Tatão

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