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PAULA RUIVO

. A APRESENTAÇÃO DO LIVRO A ERVILHA QUE QUERIA IR DE FERIAS FOI UM SUCESSO AUTORA PAULA RUIVO

quarta-feira, 15 de abril de 2009

FUTURO




É interessante falarmos um pouco de seres simbólicos que valorizam mais as ideias que temos sobre as coisas do que as coisas em si mesmas, Precisámos de olhar para o que há-de vir com olhos de excitação e promessas por cumprir.Mesmo que saibamos que os calendários são apenas convenções organizadoras da temporalidade, olhamos para as passagens de ano como encerramento de um ciclo e inicio de um outro.Precisámos de dividir o tempo, de pontuar, de o diferenciar, de dar à sequência dos dias e das estações cores festivas e coloridas que nos ajudam a, pôr de lado, quebrar a rotina e eventuais monotonia, por outro, a permitir guardar em memória o que de excepcional e diferente aconteceu.Presos em quotidianos sem grandes eventos, tornamos-nos incapazes de olhar para trás e distinguir uma semana de trabalho, um fim de semana de tarefas domésticas de outro idêntico, uma conversa com amigos ou colegas, abordarmos os mesmos temas ou outros que nos dêem prazer.A certa altura do nosso percurso de vida , começámos a dizer que o tempo passa depressa, querendo, exprimir a estranha sensação de que a repetição de gestos é de alguma forma, alienante, já que automatiza pensamentos e emoções, sem sabermos como, damos por nós a pairar no tempo, como se tentássemos cavalgar acontecimentos que não valorizamos mas que parecem nascer de todo o lado e entender os dias, sem no entanto conseguirmos acertar com os outros que achamos que têm,de facto, relevância. Desta luta pouco estimulante entre o que tem de ser feito, o que mesmo que irrelevante é necessário, e um certo desejo de grandiosidade e gratificante que julga´mos saber onde encontrar, decorre uma conflitualidade pouco barulhenta mas incomodativo que mina a capacidade de fluir o vulgar e o banal de que se fazem as vidas. Daí que este exercício de repartir o tempo, de inventar finais e reinícios, de celebrar o que passou e saudar com energia o que há-de vir, de nos implicar em recomeçar no meio de um estudado clima de festa, possa ser mais do que parece. Porque somos seres de simbólico que valorizamos muitos mais as ideias que temos sobre as coisas do que as coisas em si mesmas, precisámos de olhar para o que há-de vir com olhos redondos de excitação e promessas por cumprir, Precisámos da ideia de futuro para alimentar e credibilizar quem somos no presente e no futuro.

Tatão

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