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PAULA RUIVO

. A APRESENTAÇÃO DO LIVRO A ERVILHA QUE QUERIA IR DE FERIAS FOI UM SUCESSO AUTORA PAULA RUIVO

segunda-feira, 13 de abril de 2009

EMPREGABILIDADE E EMPREGO:



EMPREGABILIDADE E EMPREGO:

Conseguimos distinguir, sem dificuldade, noções que até poderiam ser equivalentes mas que, de facto, não são, mesmo tendo em comum a especialidade de se tratarem de actividades humanas remuneradas. Existem os empregos, as profissões e as carreiras. O trabalho, além de ser a designação genérica,também cabem actividades não remuneradas, como seja o trabalho doméstico, o voluntariado, alguns tipos de serviço comunitários, etc . É uma parte integrante do estatuto individual. Uma parte que fica ganhando mais peso, até chegarmos aos dias de hoje. Se algum adulto não trabalhar, seja por que razão for- desempenho, fortuna pessoal, encosto combinado à conjugalidade ou à família, reforma antecipada, mesmo que meritória, é sempre vista com alguma desconfiança.

Provavelmente é assim porque a maioria de nós trabalha de forma remunerada.Trabalha porque precisa do ordenado ao fim do mês. Trabalha porque o círculo de interacções que se consegue em volta do trabalho se tornou, nas relações de amizade e conhecimentos acessíveis, numa espécie de nova fórmula de parentesco. Trabalha, também, porque o trabalho se tornou um valor constitutivo, cuja a ausência, mesmo que involuntária e indesejada, provoca um desconfortável estatuto, como se fosse uma falta de complemento do nome próprio que faz deste uma enunciação incompleta.

Dentro das diversas possibilidades de trabalhos que vão existindo, poucos têm carreiras. Alguns, mais, têm profissões, e a maioria tem os empregos que consegue.
Por uma extensíssima lista de razões que me recuso de enunciar, tem-se como adquirido que cursos prévios e habilitações literárias são a mais poderosa alavanca de acesso a bons empregos, depois das cunhas e da pertença a uma dada família ou grupo, claro. Tem-se, aliás, uma longa tradição de relacionar cursos com empregos e profissões, esquecendo-nos que esta relação não é directa mas, apenas e só, eventual condição de acesso a uma profissionalização que tem regras diferentes daquelas que regem as academias, as escolas e todos os tipos de ensino.

Felizmente, já apareceu a noção de empregabilidade, que, ainda não conste nos dicionários, nos esclarece definitivamente, que é mesmo assim, e, portanto, não deve haver lugar para expectativas nem perplexidades. Desde que se arranje um emprego, está tudo nos conformes. Resta depois a questão do estatuto e do dinheiro que se leva para casa, mas isso são detalhes do simbólico e do imaginário de cada um. Todos devemos
saber gerir as nossas vidas, sejam, elas fáceis ou difíceis, por muito que nos custe.

Tatão

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