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PAULA RUIVO

. A APRESENTAÇÃO DO LIVRO A ERVILHA QUE QUERIA IR DE FERIAS FOI UM SUCESSO AUTORA PAULA RUIVO

segunda-feira, 13 de abril de 2009

AO ALCANCE DE UMA VIDA INTELIGENTE:





A vida é o maior bem, por isso todos têm o dever não só de conserva-lo como garantir-lhe a maior segurança. Não basta, porém, tratar da sobrevivência do corpo físico,mas também do moral que refere á personalidade. Quando a pessoa deixa de sentir da vida está dominada pelas forças que debilitam.
Mas o facto de abster-se de destruir a existência não satisfaz.É necessário torná-la mais agradável, o que se consegue por meio de um esforço contínuo e paciente. É preciso torná-la mais propícia a que se conquista conhecendo-se com força.Essa força de que se precisa para viver resulta da vontade que se desenvolve cada vez mais e se revela pela capacidade de enfrentar os obstáculos com ânimo forte e suporte de fadiga e os desgostos sem desânimos. Viver é lutar, e essa luta é a maior virtude assim como a indolência é o pior dos vícios. O destino dos indolentes é a mediocridade, e o vício.
Conhecendo-se, tem a pessoa a obrigação de tornar- se um individuo de si mesmo e dominar o nervosismo, a timidez e a preguiça.
Na vida terra, está sujeita a frequentes perturbações, mas, uma vez esclarecido, é capaz de decidir-se a viver valorosamente, buscando a vitória com o firme propósito de não deixar-se impressionar pelos fracos e indolentes que vivem do esforço alheio, que acreditam em má sorte e permanecem à espera de melhor situação por força de milagre, que justificam os erros por conta da adversidade.
O homem só se pode considerar forte quando reconhece as suas próprias fraquezas. Estão cientes do limite entre virtudes e defeitos que possui, será capaz de defender-se ser atacado nos pontos fracos, tornar-se-á apto a reprimir os impulsos e conservar o sangue frio nas horas em que surgirem os acontecimentos. Não basta, porém que se conheça somente quanto ao modo de agir e pensar. É preciso ainda que faça um balanço do que já tem realizado.
Depois, então, através de experiências, medindo o potencial das suas possibilidades, procura actuar num meio produtivo e viver pela razão e inteligência. O homem esclarecido, por ter o espírito mais lúcido sabe que as suas tendências depende de atitude que o torna em relação às coisas e pessoas. Dispõe-se a modificar a conduta para corrigir os defeitos, pois compreende que as modificações que adoptar em seu modo de pensar e agir muito influirão no poder pessoal.Resolve corrigir pensamentos e acções pela educação da vontade.Cria ânimo de combate às tendências negativas, torna-se mais senhor de si à medida que vai alcançando as suas experiências.
Inútil é o esforço de esconder o que se passa no íntimo.Tudo que se sentem, expressam, nos gestos e nas atitudes. Escusado será fingir sinceramente quem é falso, pregar generosidade quem não a possui.
Adopte, portanto, o individuo uma vida inteligente, confiando e persistindo sempre mais a cada dia que passa e só assim terá um bem-estar tão grande que lhe proporcionará um optimismo capaz de concretizar os que o cercam.
O homem comum ajeita-se à rotina e ao comodismo, mas o esclarecido não se limita a comer, vestir e dormir, mas encara a vida como uma luta entre as forças que debilitam e as que elevam.

Tatão

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